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Título: 
Catedral de Arequipa. Peru. Sécs. XVII a XIX
Título alternativo: 
Capitulo II - Catedrais - Patrimônio Colonial Latino-americano: urbanismo, arquitetura, arte sacra
Autor(es): 
Tirapeli, Percival
Resumo: 
A serena Plaza Mayor de Arequipa, cuidad blanca, é das mais agradáveis de todo o Peru. A ampla fachada da catedral toma toda a praça, finalizando as ruas com arcos triunfais. As luminosidades provenientes do sol naquelas alturas, e a alvura das pedras vulcânicas são sem igual para os olhos que distinguem as torres esguias, brancas, contra o céu azulado na tonalidade celeste. Arequipa, significa fique aqui. Tal serenidade, expressa na horizontalidade da catedral, é, porém, luta constante contra as forças da natureza: lá, como em nenhuma outra catedral, os abalos sísmicos foram tão constantes: 1666, 1668, 1669, 1784 e o incêndio de 1844. A separação da diocese de Cusco iniciou-se ainda em 1577. As construções se sucederam e o resultado final, depois de séculos, é oriundo da planta do arquiteto Andrés Espinoza em três naves. A fachada de mestre Lucas Poblete, em estilo clássico, com a entrada principal no centro do corpo do edifício, traz rígido, mas leve, triangulo frontão. As torres leves, com arremates poligonais, esbeltos e pontiagudos, desfiam o temor de terremotos como os precedentes e a constante presença do vulcão Misti. Internamente é dividida em três naves, separadas por espessas pilastras lisas, retilíneas, ricamente ornadas com estuques nos entablamentos duplos. A capela-mor é em forma de abside, disposta mais ao fundo precedida pelo rico cadeiral com esculturs de santos acima das estalas. O altar mor tem a configuração de tabernáculo, rodeado por pilastras circulares, lisas com capitéis compósitos. A semiabóbada é estriada, cujas nervuras saem do entablamento duplo truncado e sustentado por doze colunas circulares, lisas de capitéis compósitos. Dentre as nervuras há ornamentos de estuques, que se espalham pelo arco triunfal e nas faces internas dos arcos. O púlpito foi instalado na nave é uma peça ímpar em madeira clara e seu peso simbólico, o da palavra divina, esmaga o Lúcifer alado. O órgão está na parte posterior.
Data de publicação: 
2018
Citação: 
TIRAPELI, Percival. Patrimônio Colonial Latino-americano: urbanismo, arquitetura, arte sacra, São Paulo: Edições SESC, 2018. p. 133-134
Publicador: 
Publicadora: Flora Batalha, Texto: Percival Tirapeli, Fotografia: Percival Tirapeli
Palavras-chaves: 
  • Arequipa - Perú
  • Perú
  • Séculos XVII - XIX - Barroco
  • Catedral
  • Percival Tirapeli
  • América Latina
  • Séc. XVII - XIX - Barroco
  • Latino-américa
  • Patrimônio Colonial Latino-americano
Endereço permanente: 
http://acervodigital.unesp.br/handle/unesp/381331
Tipo de Licença: 
Personalizado
Tipo: 
texto
Aparece nas coleções:Patrimônio Cultural

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